SEAT, Cupra,... poucos se lembram de uma velha lenda, uma marca que não só era uma das mais prestigiadas do mundo, como também era espanhola. Por isso, quero dedicar este artigo à marca das marcas, à queles carros tão luxuosos como um Rolls-Royce mas tão rápidos como um Ferrari. estou me referindo a o mÃtico Hispano Suiza.
Você quer saber a história de uma das marcas mais importantes do automobilismo? Quer conhecer aquela marca que nos tornou lÃderes mundiais em tecnologia aeronáutica e automobilÃstica? Para uma das marcas mais procuradas por colecionadores nos Estados Unidos, França, Inglaterra e Japão? Vamos lá…
Antes de tudo, diga que existe um livro que eu recomendo, chamado O Hispano Suiza: Wind of War (1931-1949) de Emilio Polo e que recomendo se quiserem saber mais sobre a importância e inovação tecnológica que se fez nesta marca.
O detonador galego...
Um galego chamado José Maria Castro Fernández, de Trebolle, decidiu rumar para a Catalunha em 1897, para dirigir a sucursal em Vic do Banco Vitalicio de España. Graças a isso, pôde apoiar financeiramente o inÃcio de uma empresa fundada pelo capitão de artilharia e engenheiro industrial Emilio de la Cuadra Albiol.
Emilio se propôs a fabricar ônibus elétricos, além de ser o representante da Benz cars na Espanha. O nome desta empresa seria CompañÃa General Española de Coches Automóviles. Para tornar isso possÃvel, De la Cuadra trouxe três engenheiros suÃços de alto nÃvel para a Espanha, um deles era Marc Birkigt, um nome que você deve gravar no fogo, pois será muito importante como você verá mais adiante.
No entanto, as coisas não foram como o esperado, e em agosto de 1900, o primeiro ônibus elétrico que eles entregaram parou em sua corrida inaugural quando havia se movido apenas 4 metros. Ele teve que retornar à fábrica a reboque para inspecionar o que aconteceu.
Após esse fracasso, Birkigt permaneceria na empresa, enquanto os outros dois engenheiros suÃços a deixaram. Birkigt, que estudou os motores Benz, acreditava que o motor de combustão interna era o futuro., e que tinha mais possibilidades que o elétrico. Então ele convenceria De la Cuadra a optar pela fabricação de carros com motor de combustão.
Marc Birkigt
Nesse mesmo ano, em 1900, esta empresa criaria o primeiro turismo a gasolina desenvolvido inteiramente em Espanha, resultando num sucesso pela sua qualidade, funcionalidade e simplicidade. Parecia que tudo corria bem, mas os altos custos dos projetos, as baixas vendas da época e uma greve geral dos trabalhadores, fizeram com que Emilio de la Cuadra declarasse a empresa em suspensão de pagamentos em 1901, depois de ter fabricado 5 veÃculos.
José MarÃa Castro Fernández, um dos principais credores de Emilio, buscaria apoio financeiro para recuperar a empresa falida. Desta forma, a empresa foi criada em 1902. J. Castro Limited Partnership, Fábrica de Automóveis Hispano-Suiza. Desta forma, o galego guardou tudo, tanto instalações como maquinaria, bem como peças, o engenheiro Marc Birkigt, etc.
A nova empresa instalou-se na Calle Floridablanca em Barcelona, ​​​​onde foram finalizados os veÃculos que estavam meio acabados após a falência da empresa de De la Cuadra. e Castro nomearia Birkigt como o novo diretor técnico, e o incluiu como parte da sociedade.
Castro elaboraria um projeto ambicioso para produzir 3 veÃculos por mês, com os recursos necessários para isso. Entretanto, Birkigt estava imerso no projeto de um novo motor de 10 CV de potência, que viria a ser utilizada no primeiro modelo de automóvel apresentado por esta nova empresa em 1903. Foram vendidas cerca de quatro unidades deste modelo, um feito e tanto para a época.
Depois de colocada em produção e vendida, a Birkigt desenvolveria outro novo motor de 4 cilindros de 2545 cc que chegaria aos 14 CV de potência, com duas árvores de cames e caixa de 4 velocidades. Algo totalmente inusitado na época, mostrando a tecnologia de ponta e inovação que possuÃa. No entanto, como seu antecessor, os lucros não foram suficientes, o capital secou novamente. A empresa teria que fechar as portas em março de 1904. No entanto, Castro não deixaria o gênio suÃço ir embora.
Damiá Mateu, empresário catalão, e seu amigo Francisco Seix permanecem no comando para substituir Castro. Fizeram um estudo exaustivo de viabilidade, e decidiram em 1904, especificamente em 14 de junho, criar uma nova empresa chamada «Hispano-Suiza, Automobile Factory SA«. Esta sociedade teve Damiá como presidente, Francisco como vice-presidente e Marc Birkigt como diretor técnico. E aqui começaria a verdadeira lenda…
O começo do Hispano Suiza, o começo da lenda
Damião Mateus
Hispano Suiza foi fundada em 1904 por Damián Mateu, juntamente com Francisco Seix e o engenheiro suÃço Marc Birkigt, como já mencionei anteriormente. E aqui começaria uma lenda com mais de um século de história e grandes conquistas.
Não seria até 1905 quando esta nova sociedade dá seus primeiros frutos, com o modelo Birkigt System Armored Type, um veÃculo com motor de 4 cilindros, 20 CV de potência e que atingia uma velocidade máxima de 87 km/h. Um ano depois chegaria outro carro, o primeiro com motor de 6 cilindros construÃdo na Espanha, e com 75 CV de potência. Este modelo completaria a rota Perpignan-Paris em 22 horas.
Pouco depois chegaria a grande joia, carro-chefe da Hispano Suiza, o H6. Um modelo de carro à frente de seu tempo e que pode ser considerado o melhor de seu tempo. Na verdade, lançaria as bases da tecnologia para veÃculos modernos e faria inveja à s grandes marcas do momento. A versão H6B, com novo chassi, seria a primeira a ser apresentada no Salão do Automóvel de Paris em 1919. Um veÃculo luxuoso, vanguardista e de tecnologia avançada, pois montava motores baseados em aviação de 6 cilindros, 6.6 litros e com uma velocidade máxima de 150 km/h. E não só isso, foi o primeiro no mundo a usar freios assistidos.
Motor de aeronave HS V8
Nas décadas de 20 e 30 a marca teria apenas um rival direto, e esse era o Rolls-Royce. De facto, tanto a Rolls-Royce, como a Renault e a General Motors, entre outras, solicitariam à Hispano-Suiza a patente desta nova tecnologia de travagem, uma vez que era o único sistema eficaz para travar estes pesados ​​sedãs de luxo.
Em 1920 seria dado mais um grande passo para a produção com uma Fábrica francesa em Bois-Colombes para o novo chassis H6B, uma vez que devido a tensões entre trabalhadores, a produção quase parou em Barcelona, ​​e esta fábrica pretendia dar uma solução.
A idade de ouro do Hispano Suiza
durante o Primeira Guerra Mundial, os motores Hispano Suiza para aviões de guerra foram uma revolução. Ter um avião com motor HS pode fazer a diferença entre ganhar ou perder, razão pela qual muitas grandes marcas licenciaram os motores da marca espanhola para construir seus aviões. Isso fez com que o capital da empresa crescesse exponencialmente, com 6.500.000 pesetas em 1915 e 10.000.000 em 1918. Graças a isso, mais terras puderam ser compradas em La Sagrera e uma nova fábrica foi aberta em Ripoll.
Foi nessa época que Hispano Suiza passaria a usar um novo emblema, com uma cegonha como protagonista e a bandeira da Espanha e da SuÃça. A cegonha foi uma homenagem a um esquadrão de aviação francês que havia utilizado motores HS, destacando-se pelo número de vitórias e que teve esta ave pintada na fuselagem dos aviões. Este emblema foi usado no Hispano Suiza H6B apresentado no Salão Automóvel de Paris de 1919.
Os reis da Espanha inaugurariam a nova fábrica em Guadalajara em 1920. Fábrica encomendada pelo próprio rei Alfonso XIII para garantir o abastecimento de carros, caminhões e motores de aeronaves para o exército espanhol. Para esta fábrica, durante o ano de 1917 seria constituÃda uma SL denominada La Hispano, Fábrica de automóveis e materiais bélicos, Sociedade Limitada, onde também os militares integrariam a direcção da empresa. Na nova fábrica, caminhões, material militar, canhões e até uma utilidade econômica chamada modelo Guadalajara, que era um Type 24 com 8-10 CV de potência, seriam construÃdos a partir de caminhões.
modelo H6
Em 1924, Hispano Suiza quebraria outro recorde mundial. Seu modelo H6C fabricado em Paris podia atingir uma potência de 160 CV e ultrapassava a barreira dos 150 km/h, sendo o carro com a velocidade máxima mais rápida de seu tempo. Além disso, foram projetadas duas versões deste H6C, uma com chassi longo e luxuoso, com detalhes em madeira, e outra com chassi curto para competição.
Dois dos compradores mais populares do curto H6C da época eram o capitão Kingston e Woolf Barnato da Grã-Bretanha. Woolf iria quebrar 8 recordes mundiais em novembro de 1924 com este carro em Brooklands Speedway. Outros alcançaram inúmeras vitórias com o curto H6C na Espanha, Estados Unidos, etc. até consegui corrida e vitória no Indianapolis Motor Speedway em setembro de 1928, sob o comando de Charles Weyman.
Durante o 1924, a fabricação do T49 começaria na fábrica de Barcelona, uma versão simplificada e menor da versão francesa do H6. Neste modelo, foi montado um motor de 6 cilindros, igual ao H6, mas que incluÃa uma cabeça removÃvel em ferro fundido. Em 1925 surgiria o T48, um modelo inferior do T49 com motor de 4 cilindros e 58 CV. Nesse mesmo ano seria feito um acordo com Carlos Ballester para apresentar a marca na Argentina, importar chassis e acabar fabricando ali mesmo depois. Assim nasceu a HAFDASA (Hispano-Argentina Fábrica de Automóviles SA), onde seriam fabricados não apenas veÃculos e motores HS, mas também peças de reposição para outras marcas.
De 1926 a 1929, Å koda fabricaria o modelo H6B sob licença HS nas fábricas da Tchecoslováquia. A princÃpio limitavam-se a montar as peças que vinham da França, para depois fabricar elas mesmas a partir de lá. Esses carros foram chamados Å koda-Hispano-Suiza 25/100 CV.
Modelo H6C
Em 1928 chegaria outro novo modelo lançado da França. Era o Supremo 56. Um carro com 46 CV de potência e Motor de 6 cilindros em aço nitretado em vez de ferro fundido. Isso permitiu maior qualidade e peso reduzido. Em 1929 viria a ser produzido em Barcelona o H6C Bis, que era uma versão melhorada do T60. Neste mesmo ano, o avião Jesús del Gran Poder (Breguet 19) com motor Hispano Suiza de 600 CV, realizaria uma façanha marcante, cruzando o Oceano Atlântico de Sevilha à Bahia no Brasil. Pouco tempo depois, um avião projetado por Birkigt faria mais um grande voo histórico percorrendo a rota Paris-Nova York sem a necessidade de fazer escala.
A fama e o prestÃgio da Hispano-Suiza cresceram, clientes famosos também:
- Rei Alfonso XIII de Espanha
- Rei Gustavo V da Suécia
- Rei Carlos II da Romênia
- Abbas II Hilmi do Egito
- o rei do afeganistão
- PrÃncipe Louis II de Mônaco
- Sha da Pérsia
- PrÃncipe Dimitri da Rússia.
- Lord Mountbatten
- Guggenheim
- Vanderbilt
- Rothschild
- André Citroen
- Edsel Ford
- Rene Lacoste
- Cartier
- Bacardi
- Cointreau
- Tissot
- Bulova
- Albert Einstein
- Pablo Picasso
- Coco Chanel
- Paul McCartney
- E um longo etc.
A pequena nobreza, a elite industrial e financeira, assim como a realeza ao redor do mundo queriam um Rolls-Royce, um Duesenberg, um Mercedes-Benz ou um Hispano-Suiza. Até a marca chegou a se transferir para o mundo da novela com o livro L'Homme à l'Hispano (O homem do hispânico) e que seria levado ao cinema em 1933.
Enquanto isso, as ideias de Birgkit não cessaram, os modelos continuaram a ser lançados. No Salão Automóvel de Paris de 1931, o o J12, um carro luxuoso, com caracterÃsticas totalmente inéditas para a época, e com um design requintado. Tinha um novo motor silencioso de 12 cilindros, 9500 cc de cilindrada, 220 CV de potência e era capaz de ultrapassar os 170 km/h. Além disso, podia acelerar de 0 a 100 em apenas 12 segundos e tinha uma taxa de mola muito boa.
Modelo J12
Quando foi proclamado Segunda República EspanholaEm 1931, Alfonso XIII partiu para o exÃlio, por decreto do novo governo a bandeira do sÃmbolo da Hispano Suiza foi substituÃda pela tricolor republicana. A marca seria muito afetada por esta mudança e os entraves burocráticos à importação de matérias-primas significavam um abrandamento da produção e das vendas em Espanha. De fato, a fábrica de Guadalajara seria vendida ao grupo Fiat SpA
Outros modelos começaram entretanto a ser lançados, como o Type 60, o T64, o 90×120, o EL 56 Bis, o Tipo Grand Sport, e ainda o modelo T60, o primeiro que não foi desenhado por Birkigt. Nesse caso, foi usado um motor de came lateral e válvula no cabeçote. Além disso, seria o primeiro Hispano-Suiza com um remate pela esquerda. Mais tarde, seria substituÃdo pelo T60 RL e, anos depois, pelo T60 RLA. Em 1934, a produção do H6 parou após 15 anos de sucesso. A produção de outros modelos também está parada. Enquanto isso, Marc Birkigt está projetando o que seria o K6. Um carro de luxo com motor de 6 cilindros e 30 cv de potência.
Os infortúnios não vieram sozinhos, além dos problemas na república, também Damián Mateu faleceria de uma rápida doença em 1935. O seu filho, Miguel Mateu, assumiria a empresa, mas em circunstâncias muito desfavoráveis ​​devido ao que se passava em Espanha. Meses depois, levaria à Guerra Civil Espanhola. A CNT viria a apoderar-se da empresa em 1936 e a Generalitat nacionalizaria as fábricas catalãs por decreto assinado por Lluis Companys.
Os diretores da empresa conseguem cruzar a fronteira para se exilarem na França, salvando suas vidas. Eles não tiveram a mesma sorte que o administrador Manuel Lazaleta, que seria assassinado pelos republicanos. Miguel Mateu, do exÃlio em França, pretende abrir uma fábrica em Sevilha para fabricar e reparar aviões de aviação do general Francisco Franco. Na fábrica de Barcelona, ​​nas mãos dos republicanos, começaram também a fabricar veÃculos blindados para a guerra. Os comandantes Hispano Suiza que conseguiram escapar defenderam da França o levante militar dos nacionais.
II República Espanhola e os conflitos
E em 38 seria o último ano em que os carros Hispano Suiza seriam produzidos na França, quando Birkigt deixou a sede da fábrica Bois-Colombes para entregá-la a seu genro Maurice Heurteux. Em seguida, o engenheiro suÃço se mudaria para seu paÃs de origem, fixando-se em Genebra, onde criaria uma nova empresa chamada La Hispano-Suiza (Suisse), SA. Embora isso não durasse muito...
Pós-guerra e transformação
Franco entrando em Madrid após a vitória em um Hispano Suiza
Em 1º de abril de 1939, foi declarado fim da Guerra Civil Espanhola. Franco entra em Madri a bordo de um Hispano Suiza durante o desfile da vitória. No final da guerra, Hispano Suiza conseguiu recuperar suas fábricas em Barcelona e Guadalajara. No entanto, este último foi totalmente desmontado, pois toda a maquinaria havia sido enviada a Alicante pelo lado republicano para consertar aeronaves soviéticas.
Miguel Mateu e Birkigt, junto com seu filho, voltaram para a Espanha novamente em 1940.. Eles queriam reviver a empresa, desta vez com pai e filho desenvolvendo motores de caminhão para atender à s necessidades do paÃs após sua recuperação, como o Type 66, além de projetar um novo canhão.
Assim, a empresa Hispano Suiza seria dividido em três seções:
- Aviação, canhões e material militar
- carros e caminhões
- Produção de máquinas e ferramentas (referida como Hijo de Miguel Mateu SA)
Em 1944 continuaram a sair os veÃculos Hispano Suiza, como o caminhão Type 66 G, que seria o antecessor do famoso Pegaso I. Tinha caracterÃsticas extraordinárias para o transporte de cargas pesadas, e seu desempenho e qualidade também eram mais do que notáveis. A produção de automóveis de passageiros como o T49 e o T60 também seria retomada.
Birkigt receberia em 1945 a notÃcia de que havia sido nomeado Doutor Honoris Causa pelo Instituto Politécnico de Zurique. Ele também foi condecorado na Espanha com a Grã-Cruz de Isabel a Católica e a Grã-Cruz do Mérito Militar com distintivo branco. Na França, ele também seria condecorado com a Legião de Honra da República Francesa.
No entanto, o Hispano Suiza estava testemunhando uma morte iminente. Razão pela qual Marc Birkigt retornaria à SuÃça para reorganizar a empresa Hispano-Suiza (Suisse) S.A. que ele havia criado anos atrás. Esta empresa especializou-se na produção de máquinas e ferramentas, tendo à frente Louis Birkigt, filho de Marc.
Por causa de isolamento internacional que foi feito à Espanha, considerando-o um paÃs inimigo, iniciaria um grande empobrecimento, altas tarifas de importação, escassez de matérias-primas, etc. Algo que, como você sabe, está acontecendo atualmente com aqueles considerados inimigos dos EUA, pressionando outros paÃses para isolá-los para empobrecê-los. Portanto, os problemas pareciam não ter fim. O mercado interno estava sendo estrangulado, o mercado externo era impossÃvel devido à s restrições impostas à Espanha.
Tipo 66G
O governo de Franco também consideraria que, para melhorar a eficiência da fabricação de caminhões, seria necessária uma grande empresa nacional. Comprando assim a parte da Hispano Suiza, a empresa ENASA seria fundada, com fábricas e patentes Hispano-Suiza, iniciando assim a famosa marca Pegaso. Em 1956 também seria criada outra empresa de microcarros chamada Fábrica Hispano, com as ferramentas e máquinas que não haviam sido vendidas para a ENASA.
As fábricas na França também enfrentaram os mesmos problemas de abastecimento quando o surto estourou. Segunda Guerra Mundial. Além disso, a fábrica Hispano Suiza no paÃs gaulês passou a fabricar motores e peças para aeronaves, deixando para o momento a produção de automóveis. Necessitava-se de material bélico e o governo nacionalizou esta empresa, integrando-se ao grupo Safran.
Hispano Suiza: O renascimento de uma lenda
HS Carmem
Com o fim desta mÃtica marca, os restantes automóveis Hispano Suiza estiveram entre os mais cobiçados do mundo entre os colecionadores. Seu valor é incalculável. No entanto, isso não seria o fim total do Hispano Suiza, embora, como ao longo de sua história, tenham que enfrentar inúmeros problemas para renascer.
Depois de alguns problemas e litÃgios que foram resolvidos na justiça devido a problemas com o uso da marca Hispano Suiza pelos franceses e também da SuÃça, o verdadeiro Hispano Suiza não encontraria financiamento depois de mostrar alguns protótipos. Miguel Suqué Mateu (bisneto de Damià ), presidente da empresa, tentou por mais de duas décadas reviver a marca. No entanto, a vitória não viria até assinar com os parceiros certos, neste caso com a QEV Technologies, para dar origem ao Carmen suÃça hispânica, um modelo elétrico com 1019 CV de potência que foi apresentado internacionalmente no Salão Automóvel de Genebra em 2019.
O Carmen foi inspirado no modelo Dubonet Xenia, mas com design moderno e tecnologia Fórmula E. Um modelo que foi aprendido com protótipos anteriores que envolviam acordos com terceiros como a Mazel e que não se concretizaram. Agora, graças ao Grup Peralta e ao QEV, tornou-se realmente possÃvel ressurgir com este modelo que ainda mantém o DNA dessa marca mÃtica.
Este Carmen venderá apenas algumas unidades limitadas, mas parece que não será o único que veremos…
Mais informações, você pode leia a entrevista exclusiva que fiz ao Hispano Suiza faz uns anos.
Outras curiosidades
canhão HS 820
Finalmente, mencione alguns outros. curiosidades que talvez você não saiba sobre Hispano Suiza:
- Um dos motores mais espetaculares que construÃram foi um V12 de 60º e 1300 CV de potência para barcos de corrida, como o chamado Aurora de 1935.
- Eles também projetaram um canhão que foi produzido nas fábricas da IBMSim, aquele sobre computadores...
- El Torpedo H6C Tulipwood Tem sido um dos melhores carros HS, e foi leiloado por quase 10 milhões de dólares, neste momento é o terceiro carro mais caro leiloado no mundo.
- O Hispano Suiza 30-40 HP foi nomeado Bem de Interesse Cultural durante 1988 e agora está em exibição no Salamanca Automotive History Museum.
- O nome da nova Hispano Suiza Carmen vem do Nome da Sra. Carmen Mateu, neta de Damián Mateu. Além desta homenagem, a marca Boulogne também é utilizada para a versão mais potente, e também não é por acaso, pois se deve às vitórias conquistadas pelo H6 Coupé na George Boillot Cup na cidade francesa de Boulogne. O Carmen tem 1019 CV e a versão Boulogne chega aos 1114 CV, acelerando dos 0 aos 100 km/h em menos de 3 segundos.
- Luis Pérez-Sala, ex-piloto de Fórmula 1, foi o responsável pelos testes de desenvolvimento do modelo Carmen no circuito.
- El Carmen pode ser único, pois a marca tem um programa chamado Único feito sob medida para que cada cliente possa modificá-lo à s suas necessidades e gostos. São 1904 combinações diferentes possÃveis para o hipercarro, então não há outro igual no planeta.